A falácia da pílula hormonal como tratamento

A pílula hormonal foi uma ferramenta valiosa no processo de emancipação das mulheres. Permitiu-lhes ganhar poder de decisão acerca da maternidade e do seu corpo e hoje em dia a contracepção é um direito inquestionável.

Com o tempo, a pílula tornou-se sinónimo único de contracepção.
É frequente ouvir:
“Que usa como contracepção?”
“Nada, uso preservativo.”

Para além de contracepção, actualmente a pílula é também sinónimo de ‘regulação menstrual’.
Ironicamente, este uso leva-nos ao início histórico da pílula. Apesar de ter sido desenvolvida para esse efeito, a pílula não podia ser vendida como contracepção, já que qualquer acto contraceptivo, além de ser considerado imoral, era ilegal.

Nos Estados Unidos, o uso da pílula começou a ser legal apenas em 1965 para mulheres casadas e só em 1972 se tornou legal para toda a população.
Desde a data da invenção da pílula (1951) a 1965, o uso da pílula era autorizado somente com prescrição médica.

Para contornar esta questão, a pílula era então prescrita para tratar ‘desordens femininas’, e para ‘normalizar’ menstruações.
‘Normalizar’ era, claro, usado como um eufemismo elegante para ‘não engravidar’.

Mais de 50 anos depois, ainda se prescreve a pílula para ‘normalizar menstruações’ e as mulheres ainda a tomam para ‘regular’ os níveis hormonais.

Esta prática continua porque persiste a ilusão de que as hormonas existentes na pílula são equivalentes ou até melhores do que as nossas hormonas.
É importante salientar que as hormonas sintéticas não são melhores que as nossas hormonas. Aliás, elas não são sequer hormonas.


A pílula não tem hormonas
Os constituintes da pílula são moléculas parecidas às hormonas mas não idênticas, apesar dos nomes semelhantes. Ou seja, a estrutura molecular é parecida às hormonas naturais, mas não igual.

Como num sistema ‘chave-fechadura’, a chave é feita para encaixar de forma perfeita e provocar uma resposta suave.
Quando a chave é ‘parecida’ mas não igual e é encaixada ’à força’, pode até haver uma resposta por parte da fechadura, mas esta será distorcida ou incompleta.


Progestina

Progestina é um termo genérico para um grupo de moléculas que são semelhantes à progesterona como o levonorgestrel e drospirenona.
São vagamente semelhantes à progesterona natural, têm alguns dos mesmos efeitos, mas em algumas situações têm o efeito oposto.


Exemplos:
  • A progesterona promove a implantação do embrião e a gravidez; levonorgestrel provoca o aborto.
  • Progesterona promove o crescimento do cabelo; levonorgestrel causa enfraquecimento do cabelo.
  • Progesterona diminui o risco de formação de coágulos sanguíneos; a drospirenona aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos em sete vezes.
  • A progesterona melhora a saúde mental e cognitiva. A drospirenona causa depressão.

Estas pseudo-hormonas têm diversos efeitos secundários mas a pior das suas consequências é desligarem as hormonas naturais ao suprimir a ovulação e dessa forma desactivam a única fonte de estrogénio e progesterona naturais.


Efeitos secundários da Pílula:
Náuseas, alterações de peso, dores de cabeça, tensão mamária, retenção de líquidos, alterações de humor, sangramento a meio do ciclo, ausência de menstruação, diminuição da líbido, acne e depressão são alguns dos efeitos secundários da pílula.
A sua intensidade e frequência pode variar desde níveis suaves e suportáveis a graus que tornam inviável um quotidiano normal.
A pílula está também associada à redução da fertilidade após cessação do seu uso, ao aumento do risco de trombose e eventos cardiovasculares, ao aumento do risco do cancro da mama e do cancro do colo do útero e também ao aumento do risco de tumores benignos no fígado.
Está ainda por esclarecer a associação da pílula a tumores malignos no fígado.


Pílula vs Tratamentos Naturais

Porque se prescreve então a pílula, para além do uso como contracepção?

Medicamente, a pílula é um método rápido que se apresenta como uma resposta para todos os sintomas relacionados com a menstruação e saúde feminina.

“Ausência de menstruação? Tome a pílula.
Dor na menstruação? Tome a pílula.
Acne? Tome a pílula.
Ovário poliquístico? Tome a pílula.
Endometriose? Tome a pílula.”



Como tem uma dose forte de estrogénio sintético, ela força o sangramento e elimina sintomas desagradáveis adormecendo o sistema hormonal da mulher e mascarando o seu estado de saúde.

Já existe tecnologia para contracepção hormonal masculina. Já temos os químicos para ‘desligar’ a produção de testosterona e inibir a produção de esperma.
No entanto esses fármacos nunca foram para o mercado porque as companhias farmacêuticas sabem que os homens nunca tomariam algo que desligasse as suas hormonas.
Nunca iriam tolerar um medicamento com efeitos secundários como depressão, falta de líbido, etc.. E porque haveriam de o fazer?
Da mesma forma, porque hão de o fazer as mulheres?

Todas as consequências nocivas da ingestão destes compostos sintéticos, sejam pelas suas falhas relativamente às hormonas naturais, seja por provocarem um atrofio na capacidade de produção de hormonas naturais, são remetidas para um plano longínquo, por não terem um efeito imediato ou por não terem uma correlação óbvia para quem os toma.

Visto desta forma, é difícil competir com a pílula usando técnicas naturais, que são mais lentas.

A vantagem de um tratamento sem recurso à pílula é que este é suave e isento de efeitos secundários. Ele não vai forçar o corpo a sangrar, mas sim tratá-lo de forma a estar em condições de menstruar ‘normalmente’.
Para além disto, uma regulação natural, uma vez conseguida e mantidos hábitos saudáveis, dificilmente se reverte.

O sangramento provocado pela pílula não é menstruação

É importante sublinhar que os sangramentos que ocorrem na pausa mensal da pílula não são menstruações e não se equiparam de nenhuma forma aos ciclos das hormonas naturais.

Os sangramentos da pílula são induzidos farmaceuticamente numa periodicidade de 28 dias (semelhante aos ciclos naturais, para que sejam aceites), mas podiam ter uma frequência de qualquer outro número de dias.

Nota: Em 2003 foram introduzidas no mercado pílulas que podiam ser doseadas de forma a provocar sangramentos uma ou duas vezes por ano. Estas pílulas não vingaram no mercado, por serem consideradas ‘pouco naturais’, mas na verdade não são menos naturais que a pílula comum.

Por isto, não deve chamar-se ‘menstruação’ ao sangramento de quem toma a pílula. Ele é forçado e não espelha em nada o estado interno do corpo.


Menstruação como informação do estado de saúde da mulher

A menstruação não é ‘só’ a menstruação. Ela é uma expressão do estado de saúde da mulher.

Quando a mulher está saudável, a menstruação começa suavemente, os ciclos  são regulares e não há quaisquer sintomas.
Quando a mulher não está saudável, a menstruação dará sinais como um diagnóstico mensal que importa saber identificar.

Toda esta informação permite fazer um diagnóstico mais correcto do estado da mulher e permite-lhe conhecer-se e saber quando se afasta do equilíbrio.

Hoje em dia é fácil manter o registo destes relatórios mensais com aplicações específicas para smartphones ou mesmo com o tradicional bloco de notas.



Características importantes da menstruação
  • Duração do ciclo:
Deve iniciar-se a contagem a partir do 1º dia de menstruação até à menstruação seguinte. Estes valores podem, numa mulher saudável, variar de 21 a 35 dias.
  • Quantidade de fluxo: 
Muito, pouco ou se varia de ciclo para ciclo, número de dias.
O fluxo não deve se muito abundante nem escasso e deve durar de 3 a 5 dias.
  • Cor:
Desde vermelho pálido a castanho escuro, o sangue pode variar de acordo com a nossa condição interna.
  • Consistência:
Aguado, viscoso, muito viscoso ou sólido (coágulos).
  • Sintomas acompanhantes:
Dores, sintomas emocionais, perturbações gástricas, febre ou outros.
  • Corrimento vaginal ao longo do ciclo:
Data relativa ao ciclo, consistência, cor, cheiro.
Conhecer o muco vaginal ajuda a reconhecer de possíveis infecções ou inflamações e saber a fase de ovulação.

Cada uma destas características transmite uma informação importante acerca do estado de saúde interno.


A importância histórica da pílula na liberdade, independência e direitos da mulher é incontornável. A pílula virou a primeira página na transformação de uma sociedade baseada no poder masculino para uma sociedade em que Homem e Mulher começam a estar próximos da igualdade.

Mas hoje, cada vez mais mulheres estão a deixar a pílula e a procurar formas menos nocivas de reequilibrar e gerir o seu corpo, a reconhecer a importância dos seus ciclos e hormonas naturais, e mais que tudo, a usar o conhecimento sobre o seu próprio corpo para conquistar todos os aspectos da sua vida.

Na era da informação em que nos encontramos, está na altura de fornecer ferramentas à mulher para que ela possa escolher a sua própria via e caminhar sem condicionamentos de qualquer tipo para a sua verdadeira liberdade.



Artigo por Joana Prata

Referências:
  • Briden ND, Lara; Period Repais Manual: Natural Treatment for Better Hormones and Better Periods
  • www.ourbodiesourselves.org/health-info/a-brief-history-of-birth-control/
  • www.plannedparenthoodaction.org/elections-politics/blog/birth-control-became-legal-50-years-ago-and-here-are-our-5-favorite-things-about-it/
  • www.webmd.com/sex/birth-control/birth-control-pills?page=4#2
  • www.scielo.br/pdf/abc/2011nahead/aop01211.pdf
  • www.tuasaude.com/7-efeitos-colaterais-mais-comuns-da-pilula-anticoncepcional/
  • psiquiatriageral.com.br/manual/depressaofem.htm
  • https://www.cancerresearchuk.org/about-cancer/cancers-in-general/cancer-questions/the-contraceptive-pill-and-cancer-risk
  • www.cancerresearchuk.org/about-cancer/type/breast-cancer/about/risks/definite-breast-cancer-risks
  • www.cancerresearchuk.org/about-cancer/type/cervical-cancer/about/cervical-cancer-risks-and-causes
  • www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/risk/hormones/oral-contraceptives-fact-sheet#q5








Mastite

A Mastite é uma inflamação da glândula mamária, que pode muitas vezes evoluir para a criação de um abcesso (acúmulo localizado de pus), e pode ou não ser acompanhado por um quadro de infeção. A mastite é mais comum em mulheres que estejam a amamentar, e normalmente é unilateral.

Estes quadros inflamatórios, que atingem cada vez mais mulheres, devem ser seguidos com especial atenção e resolvidos o mais rápido possível para não evoluírem para estados crónicos, em que a mulher recorrentemente desenvolve padrões inflamatórios na mama, ou até mesmo para evitar que o quadro evolua para um padrão mais complicado, como o cancro.


Tipos de Mastite

A mastite aguda costuma ser consequência de uma infeção de natureza bacteriana provocada por microrganismos que conseguem alcançar o interior da mama através de diferentes vias. O mais comum é os microrganismos penetrarem na mama pelo mamilo, através dos orifícios dos canais galactóforos. Estes mecanismo de infeção é mais frequente no período de amamentação, quando os canais galactóforos estão dilatados e cheios de secreções. Também é possível que cheguem microrganismos por via sanguínea, como pode acontecer durante infeções generalizadas do organismo, ou por via linfática, a partir de lesões dérmicas localizadas no mamilo ou na aréola.

Embora a mastite possa ocorrer em qualquer momento da vida, a forma mais comum é a mastite puerperal, que se desenvolve durante o período de amamentação. A perturbação manifesta-se de forma súbita, com o aparecimento de uma zona mais ou menos extensa, avermelhada, dolorosa, tumefacta e quente. Por vezes, a infeção estende-se pelos vasos linfáticos da zona, linhas roxas visíveis por baixo da pele do seio em direção à axila. Mais tarde ou mais cedo, às manifestações locais associam-se outras como a febre, por vezes acompanhada por arrepios e sensação de mal-estar.

Um tratamento imediato, baseado na administração de antibióticos, costuma resolver o problema em pouco tempo. Pelo contrário, se o tratamento for tardio, é frequente gerar-se um abcesso mamário, ou seja, uma acumulação de pus no interior da mama, possível ponto de origem de uma mastite crónica. Quando o abcesso é muito superficial, o pus pode ser drenado através da pele, mas normalmente não chega a esvaziar-se por completo e volta a formar-se. Além da administração de antibióticos, o tratamento do abcesso requer intervenção de um médico para drenar por completo o pus contido no seu interior.

A mastite subaguda é caracterizada pela persistência de nódulos, inchaço da mama, e em alguns casos redução da produção de leite.
Pode ter dois tipos:

1. Infeciosa: continuação ou agravamento de uma mastite aguda, para um quadro infecioso.
2. Clínica: tipo de mastite que nunca passou pela fase aguda, existe neste quadro nódulos sem inchaço; este tipo de mastite é bastante frequente entre as mulheres que já tenham sido tratadas com antibióticos para suprimir a fase aguda.

A mastite crónica é um processo inflamatório que tem uma evolução lenta e progressiva. Normalmente deve-se a uma infeção aguda mal curada ou a um abcesso que não totalmente drenado, sendo o ponto de partida para uma infeção persistente do tecido mamário. Por vezes, o problema pode ser consequente de um traumatismo mamário.

A perturbação desenvolve-se de forma silenciosa e muitas vezes na sequência de uma mastite aguda aparentemente curada, e os sinais e sintomas são menos específicos do que os de um quadro inflamatório agudo. É habitual a formação de uma ou várias massas endurecidas na profundidade da mama, de contornos irregulares e que provocam dor. Se forem superficiais, estes nódulos podem estar colados à pele, cuja superfície pode se apresentar avermelhada, tensa ou retraída. A intensidade destes sinais e sintomas é muito variável, sendo comum que persistam durante muito tempo, atenuando-se em alguns períodos e agravando-se noutros. De facto, raramente o problema se resolve espontaneamente, uma vez que os focos infeciosos se mantêm ativos até que se proceda ao tratamento adequado, o qual costuma requerer, além da administração de antibióticos, a extração cirúrgica dos tecidos infetados.


Tratamento

Dependendo do grau da infeção, o médico especialista irá prescrever o tratamento mais adequado. Geralmente, há a prescrição de massagens locais para estimular a produção de oxitocina e facilitar a fluidificação do leite. Posterior às massagens, a mãe deverá retirar o leite da mama, com uma bomba (manual ou elétrica), ou então retirar manualmente. A mãe deve ingerir muitos líquidos e repousar.

Em alguns casos, o médico pode prescrever analgésicos e antibióticos compatíveis com a amamentação.


Recomendações
  • Dar de mamar várias vezes ao dia, para evitar que o leite fique acumulado na mama afetada;
  • Observar se o bebé está a esvaziar completamente a mama, ao terminar de mamar;
  • Retirar o leite manualmente ou através de uma bomba de sucção, se o bebé não tiver esvaziado completamente a mama.


Apesar de a mastite provocar dor e desconforto, não é aconselhável a interrupção da amamentação, uma vez que o ato de amamentar ajuda a tratar a mastite. No entanto, se mesmo assim a mulher não quiser amamentar, deve retirar o leite e dá-lo depois ao bebé.


Como prevenir
  • Ter a certeza que o bebé está a mamar de forma correta;
  • Experimentar posições diferentes durante a amamentação, de modo a perceber qual a melhor posição para o bebé mamar;
  • Amamentar o maior número de vezes que for possível, para manter a mama afetada o mais “vazia” possível;
  • Retirar o leite em excesso com as mãos ou então utilizar uma bomba, após dar de mamar ao bebé, de modo a garantir o esvaziamento do leite.
  • Se houver sintomas de indisposição, é aconselhável descansar o máximo possível, e fazer o mínimo esforço possível.
  • Se houver melhoria com aplicação de compressas frias ou quentes, colocar na área do local afetado.
  • É aconselhável massajar a mama, enquanto o bebé esta a mamar, para ajudar o leite a sair. Mas atenção para não ser uma massagem muito vigorosa, pois esta pode empurrar mais leite para dentro da mama.
  • Logo que exista qualquer sintoma, consultar de imediato o médico, para poder despistar, ou tratar de imediato, caso se diagnostique o padrão inflamatório.


Mastite em MTC

A mastite aguda e abcesso na mama correspondem globalmente a uma doença, que na Medicina Chinesa é chamada de “Carbúnculo Mamário” (Ru Yong). É caracterizada por haver vermelhidão, inchaço, calor e dor no peito e por nódulos vermelhos com possível rutura e descarga de pus pegajoso. Analisando a descrição das manifestações clinicas do Carbúnculo Mamário, na fase inicial corresponde a mastite aguda, na fase posterior, onde aparece os nódulos com descarga de pus que pertence ao Abcesso mamário.

Zhu Dan Xi descreve a patologia e a etiologia do Carbúnculo Mamário:
O próprio peito pertence aos canais do Yang-Brilhante, enquanto o mamilo pertence aos canais de Terminal-Yin. Se a mãe que amamenta não conhece os princípios de uma boa alimentação, ou se ela é afetada pela indignação e raiva, haverá um rebelião do Qi, as emoções da mãe, de depressão e sentimento de opressão são reprimidos, dificuldade em digerir alimentos pesados que estagnam internamente, então o Qi do Yin-Terminal (Fígado) estagna, os orifícios são bloqueados e leite não consegue sair. Quando o Calor do Yang-Brilhante transborda, ele se transforma em pus. Em alguns casos o bebé que está a ser alimentado pode apresentar um padrão de Estagnação de Fleuma no diafragma e a sua respiração é quente; quando o bebé respira para o seio da mãe, o ar quente é “soprado” para a mama, o que dá origem de nódulos. Logo no início, deve-se superar a dor e massagear os nódulos para suaviza-los, assim, quando o bebé suga o leite os nódulos serão dispersados.

Além das causas emocionais mencionados acima, os antigos médicos chineses diferenciam dois estágios de problemas da mama após o parto; o primeiro, " Golpe da mama" (Chui Ru), que é causada pelo “sopro” do bebé no peito da mãe, que transmite calor para a mama; a segunda, Carbúnculo Mamário, que é desenvolvido a partir do primeiro. A ideia de que o bebé soprando sobre o peito pode transmitir o seu próprio calor para a mãe faz correspondência com a mastite puerperal é notavelmente bem comparado com patologia da medicina moderna a mastite puerperal, porque na maioria dos casos, este problema é devido à infeção do vírus Staphylococcus Aureus, onde o bebé pode ser a principal fonte da transmissão da infeção. Muitas vezes as infeções da mama ocorrem associadas a infeções de pele ou infeções do cordão umbilical do bebé. Investigações bacteriológicas realizadas durante infeções da mama com o vírus S. Aureus demonstraram que, se um bebé num jardim-de-infância possui o vírus na sua boca ou no seu nariz, quase todos os outros bebés serão afetados, transmitindo a infeção as mães.

Existe ainda uma outra condição que ocorre após o parto chamado de "Peito Ciumento" ou "Peito Invejoso" (Du Ru), que também pode ser traduzido como "Leite Relutante". Caracteriza-se pelo leite materno não fluir devido à incapacidade do bebé em mamar corretamente. A mama torna-se inchada, quente, dolorosa e dura, o leite não sai bem, Qi e Sangue estão Estagnados, a mãe apresenta sintomas como sede e não suporta que lhe toquem no peito. Segundo os médicos antigos, esta condição deve ser tratada logo que aparecem os primeiros sintomas, para dispersar o acúmulo de modo a que os fluxos de leite sejam fáceis de sugar pelo bebé. Se não for logo tratado o calor pode formar pus e a condição pode evoluir para Carbúnculo Mamário.

Fu Qing Zhu dá princípios de tratamento detalhados para carbúnculo mama de acordo com manifestações clínicas. Ele diz:

Se a mama é dolorosa e quente e, a mulher se sente quente e tem calafrios, Libertar o Exterior e expulsar o fator patogénico. Se houver dor, pacificar o Fígado e Clarear o Estômago. Se houver pus que não exterioriza, expelir de dentro para fora. Se os tecidos não saram e há pus aquoso a fluir continuamente, tonificar o Estômago e Baço. Se o pus flui e há calafrios com febre, tonificar Qi e Sangue. Se há incapacidade de comer acompanhado de vômitos, tonificar o Qi de Estômago.

Artigo por Sara Finote