Doença de Peyronie



A doença de Peyronie caracteriza-se por um processo fibroso ou inflamatório que afecta a túnica albugínea (tecido que envolve os corpos cavernosos do pénis) causando uma curvatura anormal no pénis quando erecto.

Os tecidos perdem a distensibilidade num dos lados do pénis, encurtando esse lado e provocando a curvatura.

Nota:
Considera-se normal um certo grau de curvatura no pénis. Muitos homens nascem com esta condição benigna a que se dá o nome de 'curvatura congénita'.

Em alguns casos, a alteração nos tecidos da túnica albugínea pode provocar apenas uma alteração a nível da circunferência do pénis, i.e., este pode ficar com um entalhe no lado afectado.

A doença pode causar dor, endurecimento, lesões (tecido cicatricial) ou curvatura anormal do pénis quando erecto. Além disso, pode causar estreitamento ou diminuição do comprimento do pénis.


A doença inicia como um processo inflamatório e progride para uma fase de fibrose.
Nos estágios tardios da doença pode haver disfunção eréctil.
Os tecidos fibrosos podem eventualmente degenerar, transformando-se em cartilagem hialina ou em tecido ósseo.

Etiologia

A origem desta patologia ainda não é bem compreendida, mas acredita-se que o seu desenvolvimento está associado a trauma ou lesão que decorre mais provavelmente no acto sexual e de forma repetida sem que o homem se aperceba.
Associado a este factor está um processo defeituoso na cicatrização.


Cerca de 30 por cento dos homens com a doença de Peyronie desenvolvem fibrose noutros tecidos elásticos do corpo, como na mão ou pé (p.ex. Doença de Dupuytren). Parece, por isso, haver sugestões de uma componente genética na doença.
A doença de Peyronie afecta 5% dos homens e embora possa afectar homens de qualquer raça e idade, é mais comumente observada em homens acima dos 40 anos de idade.

Tratamento clínico

Têm sido experimentados uma grande variedade de tratamentos, sendo que nenhum se mostrou claramente eficaz até hoje.

Tratamento por via oral

O tratamento medicamentoso da doença de Peyronie ainda é uma incógnita.


Vitamina E: É provavelmente a substância mais utilizada para o tratamento da doença de Peyronie, muitas vezes administrada pelo urologista com o intuito de aliviar a ansiedade apresentada pelo paciente. Este uso baseia- se no facto de que esta vitamina  fundamental para que o processo de cicatrização ocorra de forma completa.



Potaba: alguns estudos relatam uma melhora da doença com o uso de potaba, porém não há diferença significativa quando comparada à história natural da doença.
É uma terapia de custo relativamente alto, com baixa tolerabilidade devido, principalmente, ao desencadeamento de hipoglicemia, náuseas e vômitos. A necessidade de ingestão de 24 pílulas ao dia, dividida em quatro doses, também colabora para a baixa aderência do paciente ao tratamento.


Colchicina: parece ser efectiva nos casos com tempo de evolução inferior a um ano, actuando na redução do processo inflamatório que vai dar origem à placa fibrosa. Não é efectiva nos casos em estado avançado. Os efeitos colaterais incluem principalmente diarreia. A dose recomendada de colchicina é 1a 2 mg por via oral, duas vezes ao dia, por um período mínimo de 3 meses.


Tratamento por via injectável

Esteróides: o uso de esteróides injectados localmente sobre a placa fibrosa caiu em desuso.
Além de não existir nenhum estudo comprovando a sua eficácia, este tratamento causa atrofia dos tecidos sãos ao redor da placa e alterações na pele. Há casos descritos na literatura de insuficiência adrenal severa relacionada ao uso intralesional de esteróides no tratamento da doença de Peyronie.


Verapamil: o mecanismo de acção do verapamil se dá através da diminuição da síntese e secreção de colágeno e aumento da actividade da colagenase da matriz extra-celular. Vários estudos até o momento comprovam algum grau de melhora com ela. Resultados de até 75% de melhora subjetiva na função sexual e 54% de melhora na curvatura peniana. Nenhuma complicação significativa foi relatada e resultados satisfatórios, mesmo nos casos com maior tempo de evolução, foram observados.



Colagenase: os resultados obtidos com a administração intralesional de colagenase não foram demonstrados como clinicamente significativos até o momento.

Seu uso baseia-se no princípio de que a colagenase actua na degradação da matriz extracelular.




Cirurgia

O tratamento cirúrgico da doença de Peyronie pode ser dividido em três modalidades:

1- Plicatura.

2- Incisão/excisão da placa e enxerto com retalhos de derme, veia, fáscia lata ou material sintético.

3-Prótese peniana







Outros métodos

Pode recorrer-se a esticadores penianos para a diminuir a curvatura.

É um método que não é imediato, mas é menos invasivo e relativamente barato, com resultados satisfatórios.













Doença de Peyronie em MTC



O processo fibroso e deficiente cicatrização.

Corresponde a uma deficiência do Baço (Humidade Mucosidade) e Fígado (Estagnação). Pode haver também presença de Calor.





Artigo elaborado por Joao Pedro Soares com base no trabalho de disciplina de Ginecologia da ESMTC de Douglas Pompermaier

Fontes: http://www.ahistoria.com.br/doenca-de-peyronie/

Para mais informações consultar:
http://www.herballove.com/guide/peyronies-disease-penis-curvature-causes-symptoms-natural-herbal-treatments